sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Grimes



A pop eletrónica tem já praticamente quatro décadas, podendo-se atribuir um início à invenção do sintetizador. Dos tempos áureos de Kraftwerk e das colaborações deliciosas entre Giorgio Moroder e Donna Summer até 2012, tivemos já excelentes exemplos dos quatro cantos do mundo. E, com a chegada da era digital, com os instrumentos todos inventados, a grande invenção no género parece recair sobre as possibilidades de mexer com a voz humana, o outro grande instrumento essencial para a arte de fazer (boa) pop eletrónica. A ilusão de um homem/mulher-máquina nunca esteve tão perto.


O
projeto Grimes - fundado pela canadiana Claire Boucher (com apenas 22 anos) - pega nessa premissa. A voz extrema e pouco humana de Claire por si só lembra-nos um pouco Karin Dreijer Andersson (dos The Knife e do projeto paralelo Fever Ray). Mas não se pense que esta é música propriamente gélida... estamos, tal como no caso de Karin, perante um conjunto de canções não só bem orquestradas como nos parecem ainda instintivas, com pulso, capazes de surpreender. E que nos convidam, a cada escuta, a penetrar um pouco mais no seu mundo "chamber-gótico".

Não se tendo ainda a certeza se Grimes serão outro caso de sucesso como os suecos The Knife, ou se permanecem mais obscuros como uns Zeigeist, pode-se ao menos ter a certeza do seguinte: "Visions" é o primeiro álbum de 2012 capaz de abalar as contas finais do ano.

1 comentário:

_f_[X] disse...

Até agora, a "Oblivion" continua a ser a preferida daquela que é uma grande descoberta em 2012.

 

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