sexta-feira, 29 de julho de 2011

domingo, 24 de julho de 2011

quarta-feira, 29 de junho de 2011

1998 - X

Pois, e não é que chegámos ao fim desta brincadeira? Por esta altura, as seis pessoas que lêem regularmente isto perguntam-se quem é que eu deixei de fora. E eu respondo: muito boa gente.

Aqui vai um pedido de desculpas pessoal à Chanita, aos Etienne, à Sheryl, e à senhora das limpezas por ter pisado o chão recentemente lavado com os meus sapatos todo-o-terreno anteontem. Quem apostou nestas tipas para 10º posto, pois.... enganei bem, não enganei? Então, mas quem será afinal de contas?

Ora vejamos... de 1998, e enfrentando mais uma potencial acusação de nostalgia, temos.... "Supposed Former Infatuation Junkie", segundo álbum de Alanis MorreSete, e, potencialmente o seu melhor. Uma viagem à Índia mais proveitosa que a de Julia Roberts, muitas canções sem estrutura clássica (sem refrão), letras muito duras e pessoais, no fundo o meio termo perfeito entre "Globe Sessions" e "Moon Pix"...um álbum corajoso, e talvez a "sequela" mais arrojada de um álbum multimultiplatinado que o mundo musical viu desde "Tusk", dos Fleetwood Mac. Por outras palavras, amo mais este álbum que....10 embalagens de chocolate preto da Ritter (aquela embalagem cor-de-rosa). Que é muito.


Alanis Morissette - Unsent por Warner-Music

E pronto, assim ficamos. Até sempre. Gosto muito de vá, 3 de vocês. Beijinhos, abraços, e apalpões fofinhos aos descomprometidos. Vá. Já podem parar.

terça-feira, 28 de junho de 2011

1998 - IX

Já os Garbage conheci-os logo em 1998, via este "Push It", no Top+ (na altura em que bandas como os Garbage, Massive Attack, Smashing Pumpkins e afins chegavam ao topo das tabelas, ou perto disso - belos tempos). Podem acusar esta escolha de ser nostálgica, mas recentemente escutei o álbum e confirmo: "Version 2.0" permanece praticamente sem falhas para o que se propõe.

Evocando memórias dispersas que vão desde a pop dos Beach Boys (precisamente em "Push It"), aos Depeche Mode ("The Trick Is To Keep Breathing"), passando pela garra de uma Chrissie Hynde nos seus tempos áureos ("Special"), "Version 2.0" é, tal como o título indica, uma versão ligeiramente mais polida do album de estreia da banda, mas não menos brilhante por causa disso. A banda sonora dos 90s passa muito por aqui.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

1998 - VIII

Tal como Lucinda Williams, peco por só ter ouvido um álbum dos Mercury Rev ainda. Mas tal como Lucinda Williams, parece que fui logo ao melhor.

"Deserter's Songs" é um álbum que às vezes vive injustamente na sombra de um "The Soft Bulletin" dos The Flaming Lips. O que é muito estranho. Para começar, "The Soft Bulletin" só seria lançado um ano mais tarde. Em segundo lugar, poderia facilmente argumentar que "Deserter's Songs", um pouco mais minimalista (menos bombástico) que "Bulletin", é ainda o melhor álbum dos dois.


terça-feira, 21 de junho de 2011

1998 - VII

"Car Wheels on a Gravel Road" permanece um pico para Lucinda Williams, um pico que muitas artistas matariam para alcançar.

Ainda assim, o seu nome não é facilmente ouvido por estas bandas. Talvez se explique pelo facto de Lucinda trabalhar em dois géneros muito... americanos ("country" e "blues"). De facto, se não fossem as listas de melhores álbuns lá fora, eu permaneceria sem a conhecer. E isso seria uma valente perda. Sendo assim, se conseguir espicaçar o interesse de pelo menos uma pessoa neste álbum, penso que já fiz a boa acção do dia.




(2 Kool 2 Be 4-Gotten indeed)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

1998 - VI

E chegou a vez dos Massive Attack e do seu revolucionário "Mezzanine". Contando com colaborações de nomes como os de Elizabeth Fraser (dos Cocteau Twins), Mezzanine é um disco tão sujo como estranhamente orgânico dentro do seu pulsar milimétrico... e também electrónico para não variar (as seis pessoas que lêem isto estarão a notar um padrão...?). Ao contrário dos Air, os Massive já tinham tido o seu "breakthrough" com o igualmente impactante "Blue Lines". Entre um e outro álbum, conta-se muita da história do "trip-hop" e da sua evolução.

Senhoras e senhores, eis "Teardrop" com a sempre belíssima voz de Liz Fraser, um tema que serviu de introdução a muito boa gente ao universo da banda, incluindo um rapaz de 12 anos que na altura ficou fascinado com o que via no "Top +":

 

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