terça-feira, 21 de junho de 2011

1998 - VII

"Car Wheels on a Gravel Road" permanece um pico para Lucinda Williams, um pico que muitas artistas matariam para alcançar.

Ainda assim, o seu nome não é facilmente ouvido por estas bandas. Talvez se explique pelo facto de Lucinda trabalhar em dois géneros muito... americanos ("country" e "blues"). De facto, se não fossem as listas de melhores álbuns lá fora, eu permaneceria sem a conhecer. E isso seria uma valente perda. Sendo assim, se conseguir espicaçar o interesse de pelo menos uma pessoa neste álbum, penso que já fiz a boa acção do dia.




(2 Kool 2 Be 4-Gotten indeed)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

1998 - VI

E chegou a vez dos Massive Attack e do seu revolucionário "Mezzanine". Contando com colaborações de nomes como os de Elizabeth Fraser (dos Cocteau Twins), Mezzanine é um disco tão sujo como estranhamente orgânico dentro do seu pulsar milimétrico... e também electrónico para não variar (as seis pessoas que lêem isto estarão a notar um padrão...?). Ao contrário dos Air, os Massive já tinham tido o seu "breakthrough" com o igualmente impactante "Blue Lines". Entre um e outro álbum, conta-se muita da história do "trip-hop" e da sua evolução.

Senhoras e senhores, eis "Teardrop" com a sempre belíssima voz de Liz Fraser, um tema que serviu de introdução a muito boa gente ao universo da banda, incluindo um rapaz de 12 anos que na altura ficou fascinado com o que via no "Top +":

domingo, 19 de junho de 2011

1998 - V

Permanecemos ainda em território electrónico, agora com o álbum revelação do duo francês Air: "Moon Safari". De "Moon Safari" não há muito mais a dizer do que já todos deviam saber. Ainda um clássico incontestável, ainda gerador de memórias de vários serões e banda sonora de paixões e paixonetas passadas. Ficamos então com um dos temas e vídeos de toda uma década, "All I Need":

quinta-feira, 16 de junho de 2011

1998 - IV

Tori Amos, ou a glória dos anos 90. Cinco álbuns, qual deles o melhor (ou o pior?)... E mesmo num ano tão forte como o de 1998, "From the Choirgirl Hotel" seria uma omissão inimaginável.

À semelhança de Madonna e PJ Harvey, Tori vira-se também aqui para as electrónicas (uma tendência para este ano), não esquecendo contudo o piano que a fez famosa. Abaixo fica "Spark", o primeiro single retirado deste álbum, e um bom exemplo de uma Tori ainda mais disposta a experimentar - que culminaria na minha opinião em "To Venus and Back" um ano mais tarde. A partir daí, teve uma filha, o que lhe terá mudado os chakras todos - em termos pessoais parece bem, em termos artísticos esta maturidade e aparente felicidade teve efeitos mais negativos - sobretudo se compararmos qualquer um dos álbuns posteriores aos cinco que lançou na década de 90. *

* - ainda assim, "Scarlet's Walk" é um genuíno bom álbum, deve-se referir.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

1998 - III

PJ Harvey pode bem ser a artista mais consistente e multifacetada que o mundo musical já viu desde a Mãe Kate (com a vantagem de ainda não se ter ausentado mais de 5 anos entre álbuns e de.... tocar ao vivo - mesmo que depois fuja dos fãs. Mas isso é outra história.).

Pensando bem, já fez de tudo: "noise", rock cru, rock pop, piano, folk, blues, canções guerrilha e em "Is This Desire?", ainda o álbum favorito aqui do "je" (e da própria Polly também), aventura-se ainda mais pela electrónica que já tinha começado a explorar em "To Bring You My Love". É até o álbum à partida mais diverso dela, o que parece implicar pouca coesão. Au contraire - a ligar tudo estão histórias, no verdadeiro sentido da palavra, de mulheres (Angelene, Leah, Elise, Joy, ... ) e do amor que as une e desune - a pessoas ou à vida no limite. Eis uma que virou single:


Pj Harvey - A Perfect Day Elise por popefucker

terça-feira, 14 de junho de 2011

1998 - II

Boards of Canada foi uma descoberta algo tardia por estas bandas. Mas como já dizia o outro, "antes tarde que nunca", e com toda a razão. E até agora, permanecem intocáveis: 3 LPs, 3 drogas potentes, com um favorito pessoal a cada mês, a cada alteração de estado (facebookiano ou nem por isso), se for preciso.

Uma das particularidades que liga muitas destas 10 escolhas é o facto da música não só ter a capacidade de transformar estados de espírito, como a cada disposição nova, a música nos soar diferente. E "Music Has The Right to Children", magnífico primeiro LP deste duo electrónico, é porventura, o maior exemplo de todos. E ao ouvir músicas como esta, acreditamos de facto, que a música em si pode ser a melhor droga do Universo:




segunda-feira, 13 de junho de 2011

1998 - I

10 músicas. De 10 obras-primas (ou muito perto desse estatuto) de 1998. Tentando capturar o melhor do melhor ano para a música, na opinião deste "blogueiro".

Começamos com
Madonna, no seu álbum mais maduro - "Ray of Light". Em 1998, a rainha da pop encontra uma nova espiritualidade e uma nova voz (figurativamente e literalmente), e entrega uma das maiores obras-primas do género e não só. Eis "Drowned World/Substitute for Love", a faixa de abertura do álbum:

 

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