terça-feira, 31 de dezembro de 2024
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
A trip musical dos Cut Copy
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Quando o Mestre finalmente supera os Aprendizes no jogo deles
sábado, 9 de março de 2013
Os últimos truques do mágico-camaleao
domingo, 10 de fevereiro de 2013
O sexo e a hipsterlândia
segunda-feira, 9 de julho de 2012
A modos que..
Apesar desta desgraça, e como é mais forte do que eu, creio ter um novo bebé a nascer brevemente, não será necessariamente nos mesmos moldes do anterior ("I don't like to repeat myself", como já dizia a outra...), mas será algo... assim... contínuo. E bom. E sem limites, como nós gostamos.
sábado, 23 de junho de 2012
Apanhado musical dos últimos tempos
domingo, 10 de junho de 2012
domingo, 27 de maio de 2012
The 80s - Ahead of the curve
Roxy Music - Running Wild
John Foxx - Underpass
Japan - Methods of Dance
Grace Jones - I've Seen That Face Before (Libertango)
Dexys and the Midnight Runners - Geno
Cocteau Twins - Carolyn's Fingers
Peter Gabriel - Mercy Street
Prince - U Got The Look
This Mortal Coil - Tarantula
Talking Heads - Burning Down The House
Young Marble Giants - Music For Evenings
The Blue Nile - Easter Parade
Brian Eno - An Ending (Ascent)
Talk Talk - I Believe In You
sexta-feira, 25 de maio de 2012
The 80s - New Kids, New Toys
sexta-feira, 18 de maio de 2012
O álbum perdido de Donna Summer
quarta-feira, 16 de maio de 2012
The 80s - The Girl Pop Movement
The Go-Gos - Our Lips Are Sealed
Madonna - Like a Prayer
Kate Bush - Running Up That Hill
Kim Wilde - Kids in America
Cyndi Lauper - Time After Time
Pat Benatar - Love is a Battlefield
Donna Summer - State of Independence
Laura Branigan - Self Control
Janet Jackson - Escapade
Neneh Cherry - Manchild
Chaka Khan - I Feel For You
The Bangles - Walk Like an Egyptian
Stevie Nicks - Edge of Seventeen
terça-feira, 15 de maio de 2012
Sobre "Bloom"
Atenção: não vou com isto pedir à classe jornalística a coerência que eu próprio muitas vezes não possuo. Até porque, na minha óptica, a música (e a arte no geral) deverá ser o último sítio para se pedir alguma lógica, chavões aparte. A música é para se ser sentida. A música é pessoal. Tem sempre uma história por detrás de determinada canção ou artista para contar... E todos nós temos as nossas "discriminações" pessoais com artistas, convenha-se. É humano.
O que se passa é que em "Bloom", quarto álbum de Beach House (uma das minhas novas bandas favoritas dos últimos anos, saliente-se!), o sentimento encontra-se muito... abafado.
Acho que todos conseguimos admitir, ao fim de quatro álbuns, que os Beach House são uma banda do tipo B. Nada de mal com isso, diria eu. Afinal, há quem possa argumentar que algumas das melhores bandas da história da música pop-rock o foram (Cocteau Twins, Siouxsie and the Banshees, etc.) - bandas que em muitos casos estiveram na base da invenção do seu som! O problema é quando à repetição não se acrescenta minimamente nada. Zero. E "Bloom" infelizmente padece desse mal de ser uma cópia chapada e deslavada do predecessor "Teen Dream" e de um outro ainda pior - falta-lhe momentos que se destaquem no ouvido, o que nunca, nem mesmo nos seus últimos álbuns, faltou à banda escocesa liderada por Liz Fraser, convenha-se. É tudo muito linear. E se a dupla Victoria Legrand e Alex Scally continua a fazer música "bela", agora está a fazer a música que os seus detractores sempre os acusaram: indutora de estados narcolépticos - o que os seus apoiantes agora apelidam de "subtil".
"Dream pop"? Sem dúvida. Mas desta vez o sonho é claramente mais interno.
terça-feira, 3 de abril de 2012
OVNIs Cinematográficos: Kissed

Há umas semanas atrás, chegou à internet um cartaz vindo dos EUA a propósito do filme “Vergonha” de Steve McQueen, tentando demover qualquer pessoa de ver o filme.
Não quero imaginar que tipo de cartaz sairia, se, por um mero acaso, o seu autor tivesse apanhado “Kissed” num cinema perto de si, há 15 anos atrás. Primeira obra da canadiana Lynne Stopkewich, “Kissed” permanecerá para sempre um OVNI obscuro, e a sua temática contribuirá em muito para essa obscuridade. O filme segue Sandra Larson (magnífica Molly Parker), uma rapariga que desde cedo desenvolve uma relação “especial” com a morte dos outros, que a levará eventualmente a querer partilhar mais do que é comum com um corpo morto...
Um dos grandes tr(i)unfos de “Kissed” é nunca impôr um julgamento sobre a sua protagonista e a sua parafilia, adotando quanto muito uma perspetiva pessoal, um olhar de dentro para fora. Para Sandra, conviver com um morto é como “olhar para o sol diretamente sem cegar”, e o filme cedo apropria (convenientemente) imagens mais etéreas aos seus encontros com cadáveres.
“Kissed” merece assim ser descoberto, nem que seja apenas uma vez. Pela sua ousadia, e pela sua capacidade de transformar um tema destes em algo romântico e poético, ora seduzindo, ora perturbando pelo caminho. Quem o vir, não o vai esquecer facilmente, ame ou odeie o produto final. E dificilmente ouvir-se-á “Fumbling Towards Ecstasy” de Sarah McLachlan do mesmo modo, para o melhor ou para o pior.
terça-feira, 20 de março de 2012
sábado, 11 de fevereiro de 2012
John Maus
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Grimes

O projeto Grimes - fundado pela canadiana Claire Boucher (com apenas 22 anos) - pega nessa premissa. A voz extrema e pouco humana de Claire por si só lembra-nos um pouco Karin Dreijer Andersson (dos The Knife e do projeto paralelo Fever Ray). Mas não se pense que esta é música propriamente gélida... estamos, tal como no caso de Karin, perante um conjunto de canções não só bem orquestradas como nos parecem ainda instintivas, com pulso, capazes de surpreender. E que nos convidam, a cada escuta, a penetrar um pouco mais no seu mundo "chamber-gótico".
Não se tendo ainda a certeza se Grimes serão outro caso de sucesso como os suecos The Knife, ou se permanecem mais obscuros como uns Zeigeist, pode-se ao menos ter a certeza do seguinte: "Visions" é o primeiro álbum de 2012 capaz de abalar as contas finais do ano.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Baú pop: Talk Talk - The Party's Over

Mais um disco que o tempo parece ter esquecido, este primeiro álbum dos Talk Talk, banda que atravessou um dos "makeovers" mais fascinantes que alguém se possa lembrar: de banda "synth pop" de segunda linha até fundadores do género "pós-punk" - com os álbuns "Spirit of Eden" e "Laughing Stock".
"The Party's Over" não abre novos caminhos, é certo, mas é um excelente seguidor de correntes, sendo injustamente criticado por esta colagem e pela sua sonoridade "muito 80s", quando os seus antepassados não reinventaram propriamente a roda. Nomeadamente, e incontornavelmente, surge o nome dos Duran Duran, banda que por sua vez herdou genes dos Japan, e estes de Bowie e Roxy Music... a história da música pop é feita de uma árvore gigante de referências, apre!
A voz melancólica e melodiosa de Mark Hollis começa já aqui a fazer estragos, e sim, a sonoridade é muito presa à época, mas o álbum funciona incrivelmente como um todo coeso (e não só à conta de faixas mais famosas como "Talk Talk") - uma cápsula perfeita do que a música de sintetizadores era capaz de transmitir no melhor dos tempos.
Em suma, tomara que todos os discos pop fossem assim, quer em 1982, quer sobretudo em 2011...
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Amor Estúpido e Louco

Neste caso, não há qualquer conflito entre pais, ou diferença social, económica, sexual, de género, ou o que quer que seja. Há dois jovens - Anna e Jacob - minimamente atraentes é certo (há essa cedência), que se conhecem e apaixonam nos Estados Unidos. Ela tem um visto de estudante, que deixa estupidamente expirar... por amor. Será fácil questionar porque raio é que a personagem faz isso. Assim como será facil racionalizar outros aspectos: porque é que Jacob não se muda para o Reino Unido? Ou porque é que não se mudam para um outro país qualquer do globo? Mas o amor, tal como a vida, não pode ser medido com as medidas típicas que usamos habitualmente para avaliar quantitativamente e qualitativamente obras e restantes objectos. E ao acreditarmos plenamente naquela relação, e naquelas personagens (fruto também de performances apaixonantes e muito improvisadas do par Felicity Jones+Anton Yelchin - a partir de um esboço de 50 páginas), acreditamos nos seus erros humanos. Acreditamos que o amor é importante, mas em muitos aspectos deixar uma vida assegurada pode ser assustador para um dos membros. Que o amor é grande mas raramente pode ser 50/50. Que o verdadeiro amor pode não sobreviver a um simples lapso, infelizmente.
"Like Crazy" revela-nos também um estilo muito próprio a filmar este desabrochar e desenvolver de relação, nascido em Sundance sim, mas com uma marca identitária capaz de fazer-nos querer ver a restante obra de Drake Doremus. Muitas das pontes entre cenas (sobretudo na primeira metade) são feitas através de montagens de imagens ao som de música, aparentemente baratas, mas posteriormente plenamente justificadas, dado o contexto. É que as imagens adquirem aqui um autêntico estatuto de memórias positivas e incandescentes a serem coladas com fita adesiva em páginas de um álbum, ao lado de palavras sentidas. São as imagens passadas que posteriormente alimentam (e validam) esta relação à distância. E podemos chegar a um ponto onde estas passaram de tal modo a fazer parte de uma alimentação interna, que já não nos reconhecemos naquelas fotografias. E é aí que Doremus dá um toque final de génio a uma história despida e esqueletada, num final tão ambíguo como avassalador.

"Like Crazy" não será um filme para todos. Mas para quem já atravessou uma relação autêntica repleta de obstáculos (nomeadamente relações à distância), é muito provável que vá bater forte. Se até a mim, pouco experiente nestas lides do "amor verdadeiro", bateu...










